quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ela parte-me o pescoço!


Já devem ter ouvido esta canção. É do Agir. Não confundir com o movimento da Joana Amaral Dias, que leva mais a sério do que eu esta coisa da Ação. Aliás, eu acho que o bebé da J.A.D. vai nascer com a língua de fora e com uma tattoo a dizer "amor de mãe, mulher e cidadã livre e responsável". Com iniciais, que um recém-nascido não tem pele para isto tudo... Mas é assim mesmo, os nossos genes trazem inscrições pré-históricas e depois levamos uma vida a descobrir o que é nosso, dos nossos pais, do ambiente, dos astros ou do destino.

Hoje acordei com um torcicolo. Alguém me "partiu o pescoço". Os torcicolos, para mim, estão relacionados com a resistência a olhar para o lado e ver outras perspetivas ou mudanças de direção. Hoje eu acho que este meu torcicolo me pede para olhar em frente, como um burro, para me focar numa direção e manter-me nela. Às vezes também é bom não olhar para o lado, não nos distrairmos com interferências que podem ser desde pessoas a acontecimentos, emoções e pensamentos que nos vêm desviar do caminho.

"Ela parte-me o pescoço. É impossível não olhar para trás." Hoje é-me impossível não olhar para a frente. Ainda bem que, segundo o povo, é para aí o caminho.




P.S. Quando este bloqueio passar, provavelmente, vou voltar a olhar para o lado e perceber que posso mudar de direção sem culpa, sem medo e sem me chatear com as interferências que me vêm mostrar novas possibilidades. Novos caminhos nos esperam quando nos abrimos a eles. Agora ainda não consigo saber quais são, mas venham eles!

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