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domingo, 13 de julho de 2014


Sábado, 12 de Julho de 2014

Uma das ações relativamente à minha cura é a AlimentAção, não só porque "somos o que comemos" mas porque sinto efectivamente diferenças no meu bem-estar e na minha saúde quando faço uma alimentação mais saudável. Já descobri isso há muitos anos, por isso não foi a doença que me fez atender mais a este aspecto, muito embora não possa negar que tenha ficado doente num ano em que fui mais negligente comigo mesma. Talvez por isso e por entender que a nossa saúde é o resultado de muitos factores, não defendo a intransigência nas escolhas alimentares que fazemos, mas que a alimentação que escolhemos fazer constitua um acto de amor-próprio e de prazer x saúde. A partir da altura em que não como isto ou aquilo porque isto ou aquilo me vai pôr doente, passo a fazer escolhas por medo das consequências e não pelo bom que é comer coisas que, ao mesmo tempo, são saudáveis e me fazem bem. Ou seja, como em tudo, é preciso bom senso.

Não sou vegetariana, não sou macrobiótica, não sou crudívora, não sou vegan, mas sou também tudo isto e adoro as alternativas que estas linhas me oferecem. Cereais integrais já fazem parte das minhas escolhas há cerca de dez anos e já não imagino a minha vida só com massa, arroz branco ou batata como acompanhamentos. Não como carnes vermelhas há 11 anos e não como carne branca desde que estive internada (aquelas pernas de frango em seis meses de IPO acabaram com a complacência que ainda tinha relativamente á carne!), mas não dispenso um peixinho de vez em quando.

Hoje desafiei a minha mãe, que se aplicou ainda mais nas cozinhas macrobiótica e vegetariana no último ano - uma vez que me teve como hóspede inesperada - e fomos aprender um bocadinho mais com a Gabriela Oliveira (facebook). Ficámos a conhecer ao vivo, a cores e a sabores, algumas receitas do seu mais recente livro "Cozinha Vegetariana para quem quer poupar". Por que ir a um workshop quando temos um livro fantástico, atrativo na apresentação e na descrição das receitas? Porque há sempre uma partilha de aprendizagens, dicas e experiências que ultrapassam a bidimensionalidade de um livro. E, além disso, há a degustação!!! Ah pois é! Segue-se a reportagem fotográfica, porque todos os sentidos estão implicados quando se trata de alimentação e os olhos são os primeiros a comer!
Eu e a mami com a Gabriela, na foto de cima. Nas outras fotografias, lunch in progress!
De seguida, o menu:

1. Creme de lentilhas com gengibre;
2. Salada crudívora de beterraba;
3. Maionese sem ovo;
4. Tabule de bulgur;
5. Seitan com molho de amêndoa;
6. Assado de tofu com broa;
7. Chá frio;
8. Bolo de coco e cenoura;
9. Pudim de fruta.

Obrigada à Gabriela pela simpatia e pela inspiração (inspiro-me sempre mais com a forma como os professores partilham o conhecimento do que com o conhecimento em si)! E ao restaurante "Origem", no Espaço Amoreiras, que ficará na lista das próximas visitas gastronómicas!

Tenho de confessar que quem tem o livro e quem tem praticado é a mãe CurAção e eu de vez em quando vou lá a casa roubar uma receita ou outra. Já provei várias receitas - todas aprovadas - mas deixo aqui a fotografia de dois dos bolos da Gabriela confecionados pela minha mãe, para a festa do seu aniversário: bolo de chocolate e bolo de banana e noz (os dois sem ovos).



Nota-se que sou gulosa... Atrevam-se!

quinta-feira, 3 de julho de 2014


Quarta-feira, 2 de Julho de 2014


No âmbito do projeto "Djunto no ta prendi fazi", apoiado pelo Programa Cidadania Ativa da Fundação Calouste Gulbenkian, a Associação Girassol Solidário apresenta, no espaço ArtCasa, a Exposição "A 11ª Ilha de Cabo Verde".

Este projeto visa capacitar os doentes caboverdianos que estão em Lisboa a fazer tratamentos que não são contemplados ainda em Cabo Verde e que são também voluntários da associação. Tem três valências, como o artigo do jornal cabo-verdiano "A Semana" especifica:

- Formação para a Saúde, ministrada pela Saúde em Português (a qual eu frequentei) para que os voluntários, que são eles próprios doentes evacuados, conheçam melhor as suas doenças e as dos conterrâneos que vão ajudar;

- Intervenção no terreno, para que estes voluntários conheçam todo o percurso e o trabalho dos técnicos no apoio aos doentes evacuados desde que chegam a Portugal e eles próprios intervenham activamente no processo;

- Expressão para a Cidadania, com a formadora Cindy Baptista, onde a expressão artística é facilitadora de processos de auto-conhecimento, reconhecimento e partilha de vivências, emoções e sonhos destes interlocutores, cujos trabalhos constam desta exposição.

A Cindy foi minha colega de pós-graduação, minha companheira na aventura de Cabo Verde e está empenhada, assim como eu, em continuar o caminho que não nos foi possível construir nesse país, o seu de origem. Cidadã do mundo e pintora de sonhos, sabe que as fronteiras são estabelecidas pelo homem, mas que entre almas não existem. As suas e as da sua Maçaroca traduzem-se em pontes que unem o que de mais bonito se faz entre os países que vão morando no seu coração e onde ela vai habitando criativamente. CriAtivamente.

Até 5 de Julho!



referências à terra (enxada) e à música (cavaquinho)


Os trabalhos são todos fantásticos mas seleccionei os dois que identifiquei com a minha CurAção:

Artista: Thierry Chaile
Ilha: São Vicente
Em tratamento desde: Abril 2014
Nome: Amor


Artista: Gonçalo Lima
Ilha: Santo Antão
Tratamento desde: Abril 2013
Nome: Conecta


Um pormenor do trabalho feito com o barro, onde os artistas projectaram as suas vivências

domingo, 29 de junho de 2014


Quinta-feira, 26 de Junho de 2014

Para vos dizer que, um ano depois, estou em ensaios para entrar no espectáculo da Arte Move "Desassossego", já no próximo mês, a dançar! Se a vida não é um milagre, então é uma benção!



Não cheguei a fazer fisioterapia e interrompi a medicação para a neuropatia. Recuperei a mobilidade com exercícios de pilates e com a dança, porque acredito no que "vendo" aos outros. Falta o trabalho de ginásio, que iniciei e interrompi mas vou retomar. No meu tempo... Quem me viu a andar à pato ou à pinguim e quiser assistir a esta transformação, ainda em recuperação, nos dias 19 e 20 de Junho, em Cascais, no Parque Palmela. E tenho a acrescentar que é mais fácil dançar do que correr! Os meus joelhos ainda não gostam muito de correr, mas, a bem da verdade... nunca gostaram!!!

sábado, 21 de junho de 2014


E hoje foi mais um dia de reflexão e aprendizagem... Vamos substituir o medo e a necessidade de afastar o sintoma a todo o custo pelo acolhimento do mesmo e o diálogo interno, de forma a entender a sua função, respeitando as respostas adaptativas do nosso cérebro que, em última análise, procura sempre a solução dos conflitos com que se depara. Mudança de paradigma nada rentável para as índústrias que nos vencem pelo medo: não podemos comer determinado alimento, senão... não podemos estar ao sol sem protector, senão... não podemos não tomar um determinado medicamento, senão... não podemos poder... Esta abordagem visa aproximar-nos de uma vida natural e responsável e promove uma atitude de observação e aceitação perante a doença que, acrescento eu, faz parte do caminho do indivíduo saudável. Pela integração e não segregação da experiência.


A minha leitura de hoje:


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Sábado, 17 de Maio de 2014

Quando alguém me procura com alguma doença ou queixa física, eu encaminho para este especialista, Alain Jezequel, biopsicoterapeuta, que associa processos biológicos a emocionais. Ajuda-nos a desconstruir os sintomas até que eles percam a sua força e a sua função e desapareçam.

"Cada doença é como cada um de nós: específica, resultado da nossa história particular, do nosso relacionamento com o meio, do relacionamento connosco, da forma como gerimos as frustrações, as rupturas da vida e ainda de experiências prematuras vividas de forma traumática."

"A TSB propõe que o doente concentre a sua energia na identificação dos momentos decisivos que estão na origem do sintoma."

Hoje fui uma tertúlia sobre a TSB e, na 3a feira, tenho consulta para entender os meus sintomas actuais. Depois partilho.

sábado, 4 de janeiro de 2014


EU AMO

Realizado a 31 de Maio de 2013, uma semana antes da última quimioterapia

Não há forma melhor para responder ao medo do que lembrarmo-nos do que somos feitos e de onde vimos; aceitar todas as emoções que ainda nos prejudicam em vez de lutar contra elas e aumentar a vibração de amor para que o corpo responda em consonância; recordar todas as razões pelas quais quero continuar por cá durante mais uns tempos...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Regressar ao local do crime – disse ela – é quase como fazer uma reconstituição do mesmo. O mesmo cenário, os mesmos intervenientes, eu no cerne da questão. Qual vai ser a resposta? Para já posso dizer que em termos de saúde a minha resposta imediata foi idêntica à da primeira vez: dores de garganta – tcheu – e constipação. Assim passei todo o ano anterior ao internamento e assim estou de novo. Alergia a esta terra. Agora revisito os locais, reescrevo a história e devolvo à terra e ao mar tudo o que daqui levei. Aqui pertence. 
Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013


almoço no Kebra Cabana no dia 5, com António, Sílvia e Pedro, três amigos portugueses

 Dia 8 (noite)
Kebra Cabana, convívio com amigos

Espaço Kappa, com Alazaís e Tânia

No Kappa, com Tânia, André, Da Rosa e Alazaís

Dia 9

Pequeno-almoço no "Pão Quente", com ex-chefe, sociólogo e amigo Iacopo

Almoço na casa da amiga e ex-vizinha Lany Mandinga, com esta vista fantástica

Battle de Hip Hop All Styles, onde fui jurí (organização KDM) e onde o Benilson foi vencedor



Com a Sónia (ex-aluna), que me visitou uma vez no IPO

Dudu no grafitti

Reencontro com ex-KDM's, Hélio e Berty


Concerto Boy G Mendes, no Quintal da Música, com as meninas

Fomos ao Kappa, na Praia, e depois à Assomada, cidade no interior de Santiago, onde estava a decorrer o Festival de Sta.Catarina, mas ficámos pouco tempo porque estava friiiiiiio. Não vimos a actuação do artista do funaná Zé Espanhol! De regresso à Praia, ainda passámos pela disco Cockpit, mas não ficámos. 

Dia 10

Ester, filha da Stefania e do João

Reunião com Presidente da CMP, de camisola verde, nas instalações do Pilorinhu na AGF com vista a protocolo para reconhecimento e requalificação daquele espaço, onde Projecto Simenti e Korrenti Ativista continuam a intervir

Grupo de Percussão, onde estão alguns dos jovens com quem trabalhei no grupo de dança SP

Kevin, jovem artesão

Stefania apresenta mini-concerto de Hélio Batalha, no terraço do Pilorinhu

Assistindo ao concerto do cantor de hip hop, Hélio Batalha


lanche com alguns membros - actuais e antigos - KDM, companhia de danças urbanas


quinta-feira, 17 de outubro de 2013



Hoje descobri esta imagem no facebook. E é verdade que, na minha cura, também houve muito suor, algumas lágrimas e, mais recentemente, mar. Longe dos tempos em que mudava de pijama 4 vezes por noite e arranjava umas art&manhas para não ter de mudar também os lençóis da cama ou estar sempre a chamar as auxiliares para o fazer e também dos dias em que as lágrimas ajudavam na limpeza do corpo e da alma, mais recentemente tudo se tornou mais divertido com o regresso ao mar. Para quem viveu sempre ao(s) pé(s) do mar e para quem tem veia de navegador e descobridor - foi há 500 anos, mas podemos sempre reclamar essa herança! - não há nada como mergulhar, até porque as nossas praias começaram a ser utilizadas pelas famílias reais, exatamente com fins terapêuticos. Abaixo, junto alguns benefícios do mar, mas vou-vos contar um segredo: a verdadeira terapia está mesmo em mergulhar na vida. E agora, se estivessem mesmo aqui ao pé de mim, salpicava-vos com umas gotinhas destas águas conquistadoras!


Ilha Deserta, Algarve, Setembro 2013

Com a mommy, dedicadas à talassoterapia!


Do ponto de vista energético:
Conhecida como um dos meios mais eficazes de cura, a água é um veículo de calor ou frio, que aplicada ao corpo, opera modificações que atingem os sistemas nervoso e circulatório, produzindo o equilíbrio térmico do organismo.
O sal é um cristal e, por isso, emite ondas eletromagnéticas que podem ser medidas pelos radiestesistas. Ele tem o mesmo cumprimento da onda de cor violeta, capaz de neutralizar os campos eletromagnéticos negativos.

Sobre a talassoterapia:
O prazer que você sente quando você mergulhar na água do mar não é só devido ao clima de férias e descanso ao seu redor, mas também que a água salgada ajuda a relaxar a tensão e, consequentemente, a dor muscular, porque ele contém brometo.

Nadar em água salgada melhora a circulação sanguínea. Além disso, ele contém potássio serão muito bem recebidos por seu corpo, porque você precisa de sangue após o exercício.

A água salgada também é boa para o sistema nervoso, porque contém magnésio.

Água de sal de sódio contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico, que contém cálcio ajuda a manter a força dos ossos.

Iodo, cálcio, ferro, magnésio, sódio, zinco, cobre... são inúmeros os benefícios, mas melhor mesmo é mergulhar...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

do livro "Practical Chinese Medicine" de Penelope Ody

Hoje resolvi investigar por que me é difícil deitar cedo e cedo erguer, sabendo que quero saúde e quero crescer. 
Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, o nosso Qi (Energia) passeia-se pelo nosso corpo a um ritmo bem definido. Distúrbios do sono podem revelar desequilíbrios num determinado órgão e vice-versa, por isso convém respeitar os horários em que o corpo realiza processos de desintoxicação, dando-lhe descanso às respectivas horas. 
Segundo a Medicina Tradicional Chinesa (link), o sono depende do estado do Coração (Xin) e do Fígado (Gan).  O coração é o monarca, o fígado o general.
O sangue é o fluido do coraçãos. Quando o sangue não é abundante, entende-se que as funções do coração enfraquecem, o seu ritmo fica desregulado, levando à agitação e é essa agitação que perturba o sono. Dentro da visão chinesa, o Coração também abriga a Mente (Shen) que rege a consciência do indivíduo. E o coração abriga também os sentimentos, dessa forma precisa de tranquilidade, qualquer sentimento muito forte vai afetar perturbar o coração, a consciência e mente e contudo ficaremos perturbados. Portanto, desordens físicas no coração desencadeiam ansiedade e o sentimento de ansiedade lesa as funções do coração.
Enquanto o Coração rege a circulação de sangue, o Fígado dá o direcionamento para o sangue enquanto estamos em atividade. Para que você faça qualquer movimento é importante usar as articulações e os tendões, essa nutrição é responsabilidade do Fígado. Quando não há sangue suficiente, a nutrição fica acometida, o Fígado fica sem direção, as suas funções perdem-se e a mente vaga durante a noite. Por isso, quanto mais estimulados ficamos no período da noite, menos temos vontade de dormir. Se o cérebro é estimulado vai requerer sangue e energia, dando mais trabalho para o Fígado num momento em que a energia deveria ser recolhida e que ele pudesse trabalhar em paz, libertando enzimas para o metabolismo por exemplo. Assim, o hábito de deitar-se tarde lesa as funções do fígado, deixando-o hiperativo. 
Segundo o site http://muitomaissaude.wordpress.com/, é num estado de sono profundo que órgãos como a vesícula biliar, o fígado e os pulmões realizam as suas atividades de eliminação. A energia está concentrada, por exemplo, no intestino grosso, nas primeiras horas da manhã (entre as 5h e as 7h), pelo que essa é a hora indicada para evacuar, se nos levantamos cedo, como é suposto. Das 7h às 9h temos a hora do estômago e devemos então tomar o pequeno-almoço a essa hora. 
Seguindo esta lógica, às 21h já devíamos estar a descansar, uma vez que o sistema linfático realiza a sua desintoxicação. Às 23h devemos dormir para que a vesícula biliar faça o seu trabalho descansada. À 1h, é a vez do fígado e das 3h às 5h os pulmões. Assim que o sol nascer, estamos a acordar. 
No meu caso, sendo o fígado o órgão que tenho mais debilitado, entendo, à luz da MTC, que esteja agitada até às 3h, mas também que agitar-me até essa hora também não lhe traz saúde nem lhe permite cumprir a sua função. E eu que gosto de criar e escrever a essa hora! Quando era estudante, também estudava "fora de horas". Mas depois, temos maus fígados e ninguém me quer de mau humor!
Deve haver outras teorias que justifiquem o deitar cedo e o cedo erguer e não custa alinhar-nos com os ritmos da natureza, uma vez que fazemos parte dela. Ou tentar que essa seja a rotina e não a exceção. 
(Este artigo vale o que vale, resultado de pesquisas caseiras. Convém consultar um profissional de MTC para saber deste assunto com o devido rigor.)

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