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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Fui em missão até Faro e dessa mesma ação resultam dois posts. Quando se dá um encontro de linfobabes, é isto! Neste fim-de-semana, o Rui juntou-se a mim e à Dani. Tão bom podermos estar juntos dois anos depois fora do piso de hematologia do IPO, sem tubos e sem o último grito da moda dos pijamas!

 
 
 

sexta-feira, 14 de março de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

"To see the world, things dangerous to come to, to see behind walls, draw closer, to find each other, and to feel. That is the purpose of life."

"Beautiful things don't ask for attention."

Banda sonora: Jose Gonzalez "Step out":

"Heart's on fire, leaving all behind
Dark as night, let the lightning guide you"

domingo, 22 de dezembro de 2013


E é disto que se faz o amor, a amizade e uma pitada de loucura, porque foram esses os ingredientes que tive no Natal passado da parte dos meus amigos, durante o meu internamento e assim aprendi. Hoje é a Dani que está de retiro hospitalar nesta quadra, pronta a renovar as energias para entrar em 2014 com toda a força. E como, para fazer o auto-transplante de medula, tem de estar isolada, abracinhos, miminhos e conversa, tudo se faz com este vidro no meio, desde já a janela mais animada daquele corredor de quartos isolados, até porque já sabemos o que queremos e o que merecemos, mesmo na adversidade. Estamos juntas. 



Linfobabes in da house. Aqui na foto, o coração de post-its da Sara


Nós as 3 ou todos os/as linfobabes


Até o meu pai desenhou o Gaspar, o cão da Dani, para que não lhe faltasse nada!


domingo, 15 de setembro de 2013

Nos hospitais públicos, não há quartos particulares. Temos de levar com os ais e os uis dos outros, como se não bastassem os nossos! Ainda levamos com a neura de um ou a boa disposição inusitada ou ainda o humor duvidoso de outros... Se isto (de estar doente) é uma treta, é uma treta! Ser inteligente, ter capacidade de adaptação e tirar partido do melhor das situações é muito giro, mas não tira a treta do filme! Por que não me dão um quartito para curtir a desgraça sozinha? Ah, é a crise!

Não. Errado. Está tudo pensado! Se estivesse sozinha num quarto, não teria conhecido um mundo de possibilidades com o mesmo nome: linfoma. Não teria percebido que cada história é uma história e que não há como comparar, mas apenas partilhar, inspirar e ser inspirado. Entrar em comparações é quase faltar ao respeito que merece a individualidade de cada um, no seu caminho, no seu processo. Em contrapartida, se estivesse sozinha num quarto, não me tinha apercebido de muitas das regras do jogo. Os médicos, a medicação, dizer que sim, dizer que não, enfermeiros, auxiliares, senhoras da limpeza, ter direitos e exigi-los, desconfiar, confiar, comparar (sim, comparar!), decidir, ouvir, conversar... Há regras, umas mais explícitas e outras mais implícitas, e tornam-se mais claras com termos de comparação. Portanto, não entremos em comparações mas não percamos as referências. São orientadoras. E se estivesse sozinha num quarto, não teria convivido com as linfobabes, todas diferentes na igualdade e às vezes iguais na diferença. 

Sim, temos amigos maravilhosos, mas quem entende melhor o nosso ui, quem afina melhor no coro de ais e quem nos dá a mão ou às vezes o empurrão de que necessitamos, com maior legitimidade? As linfobabes! Somos três, porque é a conta que Deus fez e convém estar perto Dele nestas horas. É que a linfoteam cansa-se muito depressa, não faz horas extra nem está para conveniências! Também precisa de mais folgas e dias de férias porque há uma vida para lá do trabalho de estar doente. E quem mais entende a rebeldia e o chuto nas regras que com todo o direito por vezes quebramos - o direito de nos cansarmos deste jogo? Batotas à parte, queremos todas o mesmo: liberdade! Liberdade para dentro da cabeça, como diz a música, mas também para dentro das nossas veias, das nossas pernas, das nossas vísceras, das nossas ancas (sacode, sacode, Dani!), do nosso coração que às vezes fica apertadito de preocupação (não é, Sarocas?), do nosso espírito... A linfoteam não quer saber da crise, quer saber da vida! E já sabe um bocadinho mais porque "o que não nos mata torna-nos mais fortes"! Ó pá, o povo diz com cada coisa! Eu tenho para mim que, se não morremos, é porque afinal somos é bué da fortes, pá! E estamos aqui para as curvas! Não passamos é dos 50km/h, que é por causa das tosses... 

(to be continued...)




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