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domingo, 29 de junho de 2014


Quinta-feira, 26 de Junho de 2014

Para vos dizer que, um ano depois, estou em ensaios para entrar no espectáculo da Arte Move "Desassossego", já no próximo mês, a dançar! Se a vida não é um milagre, então é uma benção!



Não cheguei a fazer fisioterapia e interrompi a medicação para a neuropatia. Recuperei a mobilidade com exercícios de pilates e com a dança, porque acredito no que "vendo" aos outros. Falta o trabalho de ginásio, que iniciei e interrompi mas vou retomar. No meu tempo... Quem me viu a andar à pato ou à pinguim e quiser assistir a esta transformação, ainda em recuperação, nos dias 19 e 20 de Junho, em Cascais, no Parque Palmela. E tenho a acrescentar que é mais fácil dançar do que correr! Os meus joelhos ainda não gostam muito de correr, mas, a bem da verdade... nunca gostaram!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2014


Hoje é dia 25 de Abril, dia de celebrar a Liberdade e de a reafirmar, porque é claro que as conquistas que fazemos, tanto como colectivo como a nível individual, não são estanques. Ora agora sou livre e já ninguém me apanha. Não é bem assim, embora também seja assim - já não voltamos para trás. Fazemos as nossas conquistas e, de vez em quando, convém recordá-las e vincá-las porque sabemos que, outras tantas vezes em quando, somos testados e apanhados na curva. Há um grande caminho a percorrer no que há liberdade diz respeito. Conquistámos a liberdade de dizer, mas caminhamos para a liberdade de pensar, de ser e de sentir porque, ao fim ao cabo, fomos educados pelos fazedores da revolução e as nossas células ainda têm a memória do que é suposto, do que é a norma e de onde está o poder.

Fazendo a ponte para o cancro, porque nascem cancros como cogumelos, as células cancerosas são células revolucionárias, que atacam o sistema vigente e impõem a sua ordem pela desordem. Temos a revolução no sangue. Como vai o sistema responder ao ataque? Dará a desordem lugar a uma nova ordem? 

Deixo aqui a partilha que fiz com os meus amigos depois de ter decidido não fazer o transplante de medula óssea e os restantes tratamentos de quimioterapia que ainda me restavam. Que viva a liberdade de escolher!

 As escolhas que fazemos devem ser aceites sobretudo por nós, sem nos penalizarmos por sermos diferentes, antes dos outros entrarem na equação.

Não te penalizes por seres como és.
Se o meu protocolo de tratamentos teve de ser todo reajustado ou se as reacções que tive saíram da norma, quer apenas dizer que não sou protocolável e que não somos todos iguais, o que é fantástico. E é só isso.

Não se prendam ao que é suposto. Os nossos pais investiram muita da sua energia a ganhar o direito de não seguir a norma só porque sim. Eles abriram o caminho, mas nós temos de o continuar.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014




Os amigos são assim como bruxinhas boas que nos antevêem um futuro risonho. Este foi o post da Ana no dia 31 de Dezembro de 2012, depois do primeiro ciclo de quimioterapia, que me deixou no limbo. No mesmo dia, um ano depois, estava a linfobabe Dani na corda bamba, na fronteira das grandes decisões - ir ou ficar - mas a profecia que se confirmou para mim, confirma-se para ela também, que sai hoje do isolamento do IPO, de volta à vida que escolheu. Hoje celebramos porque sabemos o valor que temos, o valor que têm as pessoas que nos rodeiam e o valor que têm os créditos de vida que recuperámos.

E até a Lua se encheu de sonhos e esperanças. E até Lisboa se cobriu de branco. E até quem sabe um dia, não hoje, mas eventualmente, nos possamos sorrir disto tudo...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Uma das ações desta minha caminhada foi a criação de um grupo privado no facebook para informar a família e os amigos do meu estado clínico enquanto estava em "retiro hospitalar" e pouco disponível para os outros. Nasceu no dia 29/12/12, quando me comecei a sentir incapaz de receber visitas, depois do primeiro ciclo de quimioterapia. Este clube foi MUITO importante, todos fazem parte da minha cura! Já estou a arquitetar a minha devolução de carinho... Entretanto, ficam aqui algumas coisas que escrevi: 

1. passagem de ano com a moca da morfina

 2. moca da morfina continua, mas sempre inspirada

3. 35 dias depois, primeira ida a casa

 4. tic tac tic tac...

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