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sábado, 12 de agosto de 2017


Masca, uma aldeia entre vales

Em modo revisitar-a-última-viagem-quando-não-se-pode-viajar, partilho as últimas fotos da minha visita às Canárias, há 3 meses. Não seria justo partilhar só o Sul, ensolarado mas árido. O Norte (noroeste também) parece um jardim tropical. Apesar de, a caminho de Puerto de La Cruz, a primeira cidade da ilha a desenvolver-se para o turismo, o ceú fosse ficando mais encoberto e o mar mais picado, as paisagens são lindíssimas, verdes e floridas, contrastando com as cores do sul. As praias, aqui, não estavam para banhos, mas o sol aquecia quando lhe apetecia. 


Icod de Los Vinos

El Drago - árvore milenar




Garachico




A vista para a ilha Gomera



Masca



Puerto de la Cruz










Playa del Jardín - Puerto de la Cruz








Mais Tenerife:









sexta-feira, 2 de junho de 2017


Dedico um post unicamente às fotografias do vulcão El Teide, o ponto mais alto de Espanha. Este foi um passeio mágico que me reportou para as capacidades fantásticas da mãe-natureza que se erupciona e dá à luz ilhas e formas de vida de potencial inesgotável. Durante o passeio, nos pontos em que consegui wi-fi, mandei as imagens a algumas amigas, para que sentissem comigo esta experiência e se ligassem a esta energia feminina e ao elemento do Fogo. Das entranhas tudo se cria e tudo se transforma. Naturalmente, recomeça. 






sábado, 20 de maio de 2017


Partilho mais umas fotografias do sul do Tenerife, Playa de los Tarajales e o passeio de Los Cristianos até Las Americas. A primeira é uma praia de areia escura e pedras, de onde se vê a Playa de los Cristianos e o ferry que faz a travessia para a ilha mais próxima, La Gomera. Playa de las Americas é a zona mais turística do Tenerife, com os melhores resorts, praias de ondas e alguns surfistas. Por esta altura, encontram-se bastantes turistas mas ainda é tranquilo passear e usufruir, tanto da zona comercial como da praia. Não ouvi um único português!













terça-feira, 2 de maio de 2017

quinta-feira, 5 de março de 2015



O mais importante de uma viagem é a própria viagem. Como ouvi a atriz Maria do Céu Guerra dizer: "Viajar é ir." O destino era o workshop de Sábado, mas fomos na 5a feira e cada momento constituiu a magia de IR... e nós... fomos!


Era uma viagem de 3 ex-carequinhas a sair da toca, para celebrar a vida. Viajar ganha o significado de liberdade quando se tem ou teve a vida condicionada por sintomas, tratamentos, cuidados e acontecimentos inesperados e inusitados a cada minuto; viajar ganha o significado de normalidade quando os dias são a pura da anormalidade entre cateteres, agulhas, plaquetas, citotóxicos, médicos e exames periódicos; viajar ganha o significado de distância de um passado que ficou para trás; viajar ganha o significado de encontro com o que ficou de nós; viajar ganha o significado de descoberta de uma nova vida; viajar ganha o significado de sonhar com o futuro que merecemos; viver, partilhar, rir e ser tal e qual o que somos.


A Dani ficou em terra, mas sentimos a sua presença em cada esquina das nossas aventuras! Big Ben, Camden Market, London Bridge, Buckingam Palace, Hyde Park, Soho...


Desde perder o telemóvel e andar um homem atrás de mim no metro para mo devolver, passando por estar "à rasca" à porta de uma casa-de-banho com torniquete, a tentar decifrar libras e a acabar por passar de gatas por baixo do torniquete, até estar dentro do metro, à porta, com um copo do Starbucks entre braços, a porta abrir e o copo saltar para a plataforma, ficando eu a assistir à porta fechar e a Vera a rir da cara que fiz. Também podia falar do chemo brain e das mil e uma coisas de que me esqueço, mas isto só acontece porque tenho guardado as energias para dar cores ao lado cinzento da vida.


Conheci a Vera e a Dani graças ao cancro e, de repente, ganhei duas novas pessoinhas na minha vida que me inspiram e me devolvem o sorriso!


Obrigada Verinha pela companhia e por teres exponenciado a minha experiência! Há ir e voltar... e voltar a IR!


quarta-feira, 4 de março de 2015



I was loved because I existed. (Anita Moorjani)


Vivemos numa sociedade que nos educa para o amor por mérito e, como tal, temos de fazer tudo para merecer o amor dos outros. A Anita Moorjani vem desmistificar esta ideia a partir do que vivenciou na sua experiência de quase-morte. (Céticos, é agora que têm de mudar para um site fidedigno!)

Li o livro pela primeira vez em Junho de 2013. Tinha feito o primeiro ciclo de quimioterapia em ambulatório e em poucas semanas teria de fazer outro e decidir se avançava ou não para o transplante de medula. Foi tão importante o que o testemunho da Anita fez por mim naquele momento que nunca lhe vou conseguir agradecer o suficiente.

Como tenho vindo a conhecer em Portugal as pessoas cujo testemunho me inspiraram nessa fase, por que não viajar para conhecer mais uma dessas pessoas?

A Anita nasceu em Singapura, os pais são indianos e vive em Hong Kong, pelo que é raro vir à Europa. Eu e a Vera aproveitámos o seu workshop em Londres, organizado pela Hay House e voámos para lá! Em espírito estávamos 3, porque a Dani só ficou em terra por motivos de saúde, mas estivemos com ela no pensamento o tempo todo.

De 2002 a 2006, a Anita teve um linfoma que chegou a uma fase terminal, entrou em coma e os órgãos começaram a entrar em falência. Do coma surge a tomada de consciência: o sentido da sua vida, a causa da doença, a sua missão de vida, o amor incondicional e a necessidade de se libertar do medo para viver a cura e a vida na sua plenitude. 5 semanas depois de acordar do coma, estava a sair do hospital livre de cancro. Para saberem mais, o livro em inglês chama-se "Dying to be Me" e, em português, "Nascer de Novo".

Nas 36 horas de coma, experienciou aquilo que será a vida depois da morte e, entre muitas outras conclusões, retiro estas que partilhou no workshop/palestra a que assisti, em Londres, no passado dia 28 de Fevereiro:

All the suffering was gone. Todo o sofrimento tinha desaparecido.

Cancer wasn't karma. O cancro não era karma.

In the other realm, we lose gender, race, body, beliefs, values, religion..., filters and layers accumulated over lifetime. No outro "mundo", não temos género, raça, corpo, crenças, valores, religião... filtros e camadas acumulados ao longo da vida.

I felt Pure Love, Pure Empathy. Senti Puro Amor, Pura Empatia.

When it's time for us to die, it's the perfect time. Quando for o tempo de morrer, é o tempo certo.

Voltou do coma para experienciar a vida sem medo e partilhar a sua experiência como parte da sua missão.





A plateia, a Anita no palco, eu e a Vera na plateia e nós com a Anita, durante o tempo que disponibilizou para assinar livros e tirar fotografias.





Cada slide destes dava um post diferente, mas resumindo:

1. Estamos todos ligados, como os dedos de uma mão.

2. É muito melhor ganhar a nossa própria aprovação (o que significa seguir o coração) do que ter de ganhar a aprovação dos outros.

3. Gastamos tanto tempo e energia a lutar contra as doenças, quando o nosso corpo está a tentar comunicar connosco.

4. É mais importante sermos nós próprios do que sermos positivos, porque há a ideia de que, para se ter saúde, tem de se se sempre positivo. Mais importante do que isso, é ser-se verdadeiro.

5. O dinheiro é importante. Se não há condições financeiras, vamos estar tão preocupados com coisas básicas que não vamos ter disponibilidade para sermos nós mesmos.

Ri, chorei, regredi no tempo, sorri, revalidei o caminho e dei mais um passinho na minha cura.

Deixo-vos com mais frases que apontei:

What is driving your actions is more important than your actions. Am I doing it - whatever it is that you're doing - out of fear or out of love? O que conduz ou motiva as tuas ações é mais importante do que as ações por si só. O que estou a fazer em determinado momento resulta de uma escolha baseada no amor ou no medo?

If you want to change the world, share what people shoud be doing and not what people should not do! Se queres mudar o mundo, partilha com os outros o que deveriam fazer em vez do que NÃO devem fazer.

BE AS YOU AS YOU CAN BE! Sê tu próprio o mais possível!

What you do in life is a side effect of who you are.
As coisas que tu fazes na vida são um reflexo, um efeito secundário da pessoa que tu és.

The best you can do for other people is to be HAPPY.
O melhor que podes fazer pelos outros é seres feliz.

Accept the truth about what you're feeling. Don't worry about your thoughts. Allow them. It's not about the thoughts, but the way I feel about myself. Aceita o que estás a sentir. Não te preocupes com os teus pensamentos; permite que surjam. O mais importante não são os pensamentos, mas a forma como te vês e sentes a ti próprio.

Tell yourself: I am done with cancer!
Diz a ti próprio: o cancro já era!

We just have to honour and be who we are and our purpose will unfold before us!
Não temos de procurar um propósito de vida. Devemos honrar que somos e ser quem verdadeiramente somos e o nosso propósito revelar-se-á naturalmente.

Ask yourself:  What I'd be doing today if i'd love myself?
Pergunta a ti mesmo: O que faria eu em determinado momento e contexto se me amasse a mim mesmo?

Laughter heals you faster than prayers, chanting or meditation does.
Rir cura-te mais depressa do que rezar, cantar/orar ou meditar.

Your life is your prayer.
A tua vida é a tua oração.

Do what is fun!
Faz o que te diverte!

Does this enhances who I am?
Pergunta-te: Isto realça quem eu sou?

Your body knows how you feel about yourself.
O teu corpo sabe como te sentes contigo mesmo.




Por cada pessoa que se cura "espontaneamente", existem milhares de outras para quem pode ser possível, até ao último minuto; aliás, para além de qualquer tempo ou espaço. Tudo é possível.

terça-feira, 3 de março de 2015







28.02.2015


Às vezes é preciso o longe para chegar mais perto. Cá estou eu no puff do hostel, no Soho, em Londres! Assim, de Londres, olho para Portugal e vejo tudo mais claro. "You're free to do what you want to do", diz a música que toca nas colunas da sala, com a animação do Sábado-à-noite-de-quem-não-quis-ir-para-a-confusão-dos-pubs. Esta música era a preferida da Mónica, a minha primeira professora e referência no hip hop, que adoeceu com cancro também do foro hematológico, na altura em que me dava aulas, e morreu em Dezembro de 2001. Chorei essa noite toda sentada no sofá da sala dos meus pais. Estava muito longe de entender o que era na verdade o cancro; só entendia que ela se tinha ido e que me deixava muito triste perder pessoas importantes para mim. Chorei desalmadamente. Dançaram esta música no seu funeral, dançamos esta música num espetáculo em sua homenagem... Será que ela está aqui?






"You got to live your live and do what you want to do..." (Ultra Nate, Free)






Somos mesmo livres para fazer o que queremos em determinado contexto e em determinadas circunstâncias. Se não sabemos o queremos, quem somos ou para onde vamos, já são outras questões que nos enchem de desculpas para não fazer o que nos apraz e para nos sentirmos presos ao que nos obrigamos a fazer porque "a realidade assim o exige". Não fiquei imune a esta armadilha por ter visto a morte de perto! (Estou a dar largas ao drama porque eu não vi a senhora nem mais magra!)



Assim ao longe, vejo que chego às 40000 visualizações com um longo caminho percorrido, com o objetivo transversal de #serfeliz. Todas as ações em que me envolvo são um mergulho no processo de ser mais eu do que nunca, para o bem e para o mal. E é só isso que é o #curaçãoemconstrução... E tenho a sorte* de encontrar pessoas lindas no caminho.













*não é só sorte: faço questão de as escolher para a minha vida!

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