sábado, 19 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Quando comecei este projeto de me reinventar durante o primeiro ano da recuperação, uma das coisas implícitas era a de que este ano seria documentado, fosse por imagens ou palavras, como um statement: estou aqui para ficar. estou aqui para me curar. Com isso também fui e vou contaminando as pessoas que me acompanham neste caminho, principalmente com o registo fotográfico. "Vamos tirar uma fotografia!" "Tira-me uma fotografia!" "Espera, falta a fotografia!" "Só mais uma!" Oh não, lá vem ela com a máquina fotográfica, penso eu de mim mesma quando me desdobro em duas, a que pensa e a que observa.
Para mim é interessante ver como, por conta desta viagem, descobri a paixão pela fotografia como forma de captar, prolongar e eternizar cada momento, mas sobretudo como ferramenta que me ajuda a descobrir o melhor e o lado mais bonito da vida... também como forma de viver não só o que há em mim mas também o que há nos outros, o seu potencial.
Há um ano atrás não percebia nada de nada de fotografia e este ano ainda não percebo, mas desenvolvi um gosto e uma sensibilidade que me fazem querer continuar a captar momentos. A fotografia ajuda-me a distanciar e a aproximar dos mesmos, redescobrindo a magia que há em cada um deles, porque é isso que a imagem editada, filtrada, faz: realça a magia que existe em cada segundo de estarmos por cá.
Por isso, não é preciso inventar muito. Esta semana vou estar envolvida de corpo e alma na preparação do espectáculo da Arte Move "Desassossego" e os próximos posts vão ser constituídos por imagens que falarão por si. E por mim. E pelos intervenientes, espero.
domingo, 13 de julho de 2014
E para não destoar do post de ontem, hoje continuamos a comer, sendo que o pior é que ainda estamos a falar do dia de ontem, mais exactamente o jantar. Desta vez, muito embora os pratos confecionados não tenham incluido carne (havia só frango assado), não houve contenções nas sobremesas. Espreitem esta "Pavlova" na segunda foto da imagem abaixo! Uma delícia!
A alimentação, para além de ser um factor determinante na nossa saúde, tem também uma relevância inegável a nível social. Não há convívio entre amigos sem uma mesa recheada! E considero inaugurado o Verão!
O meu contributo para o jantar tinha de ser "alternativo", na última fotografia desta montagem, o cruzamento de duas receitas, uma da Gabriela Oliveira (mousse de chocolate com abacate, mas usei cacau em vez de chocolate, por isso inventei um bocado) e trufas proteicas macrobióticas da In And Young. Dressing de framboesas e coco. A repetir! Abaixo, alguns dos momentos da noite (a anfitriã comigo na primeira foto):
(só tenho o registo das meninas. os homens são menos dados a fotos...)
Bom, mas este post era sobre o início efectivo do Verão porque o Verão chegou há um mês mas só agora entrei em modo-verão-praia-vestidos-e-festas! O meu cantinho privilegiado para pôr os pés, as pernas e a cabeça na água e ganhar boas cores:
Sábado, 12 de Julho de 2014
Uma das ações relativamente à minha cura é a AlimentAção, não só porque "somos o que comemos" mas porque sinto efectivamente diferenças no meu bem-estar e na minha saúde quando faço uma alimentação mais saudável. Já descobri isso há muitos anos, por isso não foi a doença que me fez atender mais a este aspecto, muito embora não possa negar que tenha ficado doente num ano em que fui mais negligente comigo mesma. Talvez por isso e por entender que a nossa saúde é o resultado de muitos factores, não defendo a intransigência nas escolhas alimentares que fazemos, mas que a alimentação que escolhemos fazer constitua um acto de amor-próprio e de prazer x saúde. A partir da altura em que não como isto ou aquilo porque isto ou aquilo me vai pôr doente, passo a fazer escolhas por medo das consequências e não pelo bom que é comer coisas que, ao mesmo tempo, são saudáveis e me fazem bem. Ou seja, como em tudo, é preciso bom senso.
Não sou vegetariana, não sou macrobiótica, não sou crudívora, não sou vegan, mas sou também tudo isto e adoro as alternativas que estas linhas me oferecem. Cereais integrais já fazem parte das minhas escolhas há cerca de dez anos e já não imagino a minha vida só com massa, arroz branco ou batata como acompanhamentos. Não como carnes vermelhas há 11 anos e não como carne branca desde que estive internada (aquelas pernas de frango em seis meses de IPO acabaram com a complacência que ainda tinha relativamente á carne!), mas não dispenso um peixinho de vez em quando.
Hoje desafiei a minha mãe, que se aplicou ainda mais nas cozinhas macrobiótica e vegetariana no último ano - uma vez que me teve como hóspede inesperada - e fomos aprender um bocadinho mais com a Gabriela Oliveira (facebook). Ficámos a conhecer ao vivo, a cores e a sabores, algumas receitas do seu mais recente livro "Cozinha Vegetariana para quem quer poupar". Por que ir a um workshop quando temos um livro fantástico, atrativo na apresentação e na descrição das receitas? Porque há sempre uma partilha de aprendizagens, dicas e experiências que ultrapassam a bidimensionalidade de um livro. E, além disso, há a degustação!!! Ah pois é! Segue-se a reportagem fotográfica, porque todos os sentidos estão implicados quando se trata de alimentação e os olhos são os primeiros a comer!
Eu e a mami com a Gabriela, na foto de cima. Nas outras fotografias, lunch in progress!
De seguida, o menu:
1. Creme de lentilhas com gengibre;
2. Salada crudívora de beterraba;
3. Maionese sem ovo;
4. Tabule de bulgur;
5. Seitan com molho de amêndoa;
6. Assado de tofu com broa;
7. Chá frio;
8. Bolo de coco e cenoura;
9. Pudim de fruta.
Obrigada à Gabriela pela simpatia e pela inspiração (inspiro-me sempre mais com a forma como os professores partilham o conhecimento do que com o conhecimento em si)! E ao restaurante "Origem", no Espaço Amoreiras, que ficará na lista das próximas visitas gastronómicas!
Tenho de confessar que quem tem o livro e quem tem praticado é a mãe CurAção e eu de vez em quando vou lá a casa roubar uma receita ou outra. Já provei várias receitas - todas aprovadas - mas deixo aqui a fotografia de dois dos bolos da Gabriela confecionados pela minha mãe, para a festa do seu aniversário: bolo de chocolate e bolo de banana e noz (os dois sem ovos).
Nota-se que sou gulosa... Atrevam-se!




