domingo, 22 de junho de 2014






 (a primeira imagem é da Psinove e a segunda do google)


Hoje fui fazer este workshop, direccionado a psicólogos e outros profissionais de saúde, na Psinove. Será que os terapeutas também cuidam da sua mente? Na verdade, levantaram-se e debateram-se várias questões neste sentido e os participantes sentiram o efeito do mindfulness logo no primeiro exercício.

O mindfulness integra a essência da meditação com a funcionalidade de que necessitamos para podermos assumir um compromisso diário - ou a cada momento - com esta técnica. Dá-nos exercícios precisos e de fácil reprodução que tornam a ideia da meditação, remetida para a espiritualidade e tida por vezes como algo transcendental, acessível a qualquer pessoa. E por que não chamar de espírito a este mundo interior de que fugimos tantas vezes?

Todos os conceitos que o mindfulness introduz, como a aceitação, o não-julgamento, a ligação ao momento presente e o aumento da consciência, não são novidade e existem várias abordagens e técnicas neste momento que apontam para este caminho, como uma necessidade que se manifesta de uma forma transversal, no mundo de hoje. É de facto mais do que um conjunto de exercícios e conduz-nos mais para um estilo de vida.

Eu posso arriscar dizer que tirei um curso em mindfulness - sem lhe dar este nome e sem saber os exercícios específicos - com a experiência do cancro. Aprendi por necessidade e experiência a viver um dia de cada vez, um minuto de cada vez, a ligar-me aos sentidos (cores, sensações, cheiros e sabores), a aceitar a vida como ela se apresenta e principalmente a mim como eu estou e sou. Desenvolvi algumas estratégias para lidar com a dor, a ansiedade e o medo e todas elas passam pelo foco no aqui e agora (num sorriso, numa conversa, numa partilha, num som, numa imagem), na aceitação e no desapego (lidar com o medo requer muito disto!).

Curiosamente e porque as aprendizagens são mesmo assim, dinâmicas e em construção, é muito mais fácil obedecer a estes mandamentos (orientações que cada um leva para a sua vida como lhe fizer sentido e se lhe fizer sentido) quando estamos completamente deslumbrados com a vida e não temos grandes compromissos a que dar resposta para além de toda uma cura pela frente (na minha perspectiva, para o que interessa dizer aqui, corresponde a cura pode corresponder a qualquer processo de desenvolvimento pessoal, que não tem de passar por uma doença, como foi o meu caso). Passado o período da paixão, interessa agora trazer esses elementos para um dia-a-dia com trabalho, contas para pagar, desafios constantes, efeitos secundários da quimioterapia e do processo da doença...

Rapidamente a vida passa a correr, em vez de andar, a engolir, em vez de saborear. E é tão fácil deixar a aprendizagem para trás... Retirei as duas imagens seguintes do google, porque me revejo nelas (ainda em ponto pequeno porque ainda não trabalho muitas horas, mas já dá para prever...):





Mindfulness é acção e prevenção e, como tal, cabe aqui na minha curação. Toca a viver a vida tal e qual como ela se apresenta e agradecer todos os dias. Não somos os nossos pensamentos, não somos as nossas emoções, não somos sequer o corpo que habitamos ou os papéis que desempenhamos na vida. Uma atitude mindfulness ajuda-nos a desligar, a ficar offline e a interromper todo um bombardeamento de estímulos a que estamos habituados, para nos ligarmos à nossa verdadeira essência. E o que é isso? A respiração? Um pensamento que vagueia? Um vazio? Uma dor? Não é nada disso e é tudo isso. Na dúvida, é parar para ver, sentir e descobrir. E as respostas talvez não apareçam durante a meditação, mas talvez a vida não seja para perguntar ou responder mas para VIVER.

Obrigada Psinove pela inspiração. Porque inspiramos, expiramos e voltamos a inspirar...

sábado, 21 de junho de 2014


E hoje foi mais um dia de reflexão e aprendizagem... Vamos substituir o medo e a necessidade de afastar o sintoma a todo o custo pelo acolhimento do mesmo e o diálogo interno, de forma a entender a sua função, respeitando as respostas adaptativas do nosso cérebro que, em última análise, procura sempre a solução dos conflitos com que se depara. Mudança de paradigma nada rentável para as índústrias que nos vencem pelo medo: não podemos comer determinado alimento, senão... não podemos estar ao sol sem protector, senão... não podemos não tomar um determinado medicamento, senão... não podemos poder... Esta abordagem visa aproximar-nos de uma vida natural e responsável e promove uma atitude de observação e aceitação perante a doença que, acrescento eu, faz parte do caminho do indivíduo saudável. Pela integração e não segregação da experiência.


A minha leitura de hoje:


sexta-feira, 20 de junho de 2014


(imagem do google)

Ouvi este termo numa das palestras do Congresso da Sociedade Portuguesa de Psicossomática, sobre a utilização de psicotrópicos nos pacientes com cancro. A psiquiatra Dra. Guida da Ponte falou da utilização dos psicofármacos, tanto no tratamento de sintomatologia do foro psiquiátrico como no tratamento de sintomas associados ao cancro (insónia, perda de peso, dor neuropática, afrontamentos...).

Eu não fiz medicação nesta linha, nem ansiolíticos nem hipnóticos ou anti-depressivos (alguns por escolha minha, mas outros não tinha indicação para fazer dado o nível de toxicidade hepática e à infecção que eu já tinha no fígado). Já bastava a quimioterapia protocolada.

Mas estou aqui para falar do "chemo-brain" (chemotherapy-induced cognitive dysfunction or impairment), o cérebro da quimio.

Neste site, encontrei o conforto e a ressonância que não encontrei em mais ninguém, nem amigos, nem médicos, nem em mim. Está tudo explicado.

http://www.cancer.org/treatment/treatmentsandsideeffects/physicalsideeffects/chemotherapyeffects/chemo-brain

What is chemo brain?

Here are just a few examples of what patients call chemo brain:
  • Forgetting things that they usually have no trouble recalling (memory lapses) CHECKED
  • Trouble concentrating (they can’t focus on what they’re doing, have a short attention span, may “space out”) CHECKED
  • Trouble remembering details like names, dates, and sometimes larger events CHECKED
  • Trouble multi-tasking, like answering the phone while cooking, without losing track of one task (they are less able to do more than one thing at a time) CHECKED
  • Taking longer to finish things (disorganized, slower thinking and processing) CHECKED
  • Trouble remembering common words (unable to find the right words to finish a sentence) CHECKED
Deixem-me adivinhar... Não tiveram cancro, estão a ler isto e a pensar "Também eu!" Pois, é exactamente esse o drama! É a resposta que toda a gente me dá quando me queixo. Lapsos de memória, problemas de concentração, dificuldades em fazer várias coisas ao mesmo tempo, desorganização mental e pensamento mais lento... Toda a gente tem e é tudo normal. Mas não! Se não tiveram um cancro e não fizeram quimioterapia e acham que estão na mesma, vão dar uma volta ao bilhar grande! Ou ao médico! Na mesma estava eu antes, quando era despistada... Todos sabemos o que é isto, mas em quantidades diferentes e é essa a diferença entre a normalidade e a patologia.

Though the brain usually recovers over time, the sometimes vague yet distressing mental changes cancer patients notice are real, not imagined. They might last a short time, or they might go on for years. These changes can make people unable to go back to their school, work, or social activities, or make it so that it takes a lot of mental effort to do so. Chemo brain affects everyday life for many people.

Usually the changes that patients notice are very subtle, and others around them might not even notice any changes at all. Still, the people who are having problems are well aware of the differences in their thinking.

Bom, já sabemos que é comum e que a quimioterapia que fiz foi a mais agressiva, o que aumenta a probabilidade de que estes sintomas se mantenham no tempo. Neste artigo, também referem as causas desta sintomatologia durante o tratamento (para além dos fármacos da quimio e do próprio cancro):

- toma de esteróides (corticoides), anti-eméticos, anestésicos, analgésicos e outros fármacos para as dores (no meu caso, morfina). Acrescento aqui anti-depressivos e psicotrópicos para quem faz essa terapêutica. Cheguei a tomar anti-epilépticos para a neuropatia e um anti-fúngico para a infecção no fígado e no baço, que interrompi por opção minha. 

- valores baixos nas análises de sangue;

- alterações no sono;

- infecções;

- fadiga;

- alterações hormonais;

- outras doenças associadas, para o caso de quem tem diabetes, tensão alta, etc.;

- deficiências nutricionais;

- alterações emocionais associadas a todo o processo.

É certo que durante a quimioterapia os sintomas eram mais gritantes e óbvios. Lembro-me de querer lembrar-me de certas palavras e estas aparecerem noutra língua, em espanhol, em inglês... aparentemente de forma aleatória. E há muitas coisas de que já não me lembro. Acredito que os esquecimentos que fazem parte deste "síndrome"  também constituem um mecanismo de defesa. A memória é nossa amiga. Apaguei muita coisa do tempo do hibernamento. 

Já sabemos que este quadro é "normal" dentro do cenário. O que fazer e como lidar com esta nova realidade? Neste artigo, encontramos algumas dicas, que também vão ao encontro do que já tenho vindo a sentir necessidade de fazer. Estas dicas servem para todas as pessoas que sentem estas dificuldades, uma vez que estes sintomas estão associados a outras situações e patologias que não o cancro e a quimioterapia.

- Agenda - fundamental!!! Com todas as notas e mais algumas! Desde reuniões e compromissos a notas pessoais e funcionais. Mas até neste ponto ainda me estou a habituar porque estive um ano sem agenda e perdi o hábito... Continuo a achar que a cabeça dá conta do recado sozinha, mas... não dá!

- Exercitar o cérebro - aprender alguma coisa, como uma língua nova, fazer jogos de palavras... No meu caso, escrevo, leio, dou aulas e frequento formações. Mas as minhas dificuldades moram mais nas actividades do dia-a-dia, na parte funcional, embora tenha muitas conversas de trabalho que, se não escrevo, não ficam na minha memória mais do que um minuto. O sistema faz logo reset para ter espaço para a informação que vem a seguir. Incidentes com as chaves de casa no primeiro mês de casa nova foram 3! Já não estava habituada a ter o meu espaço e o controlo sobre o mesmo.

- Descansar e dormir o suficiente - bom, decorrente da falta de horário de trabalho regular e rotinas, juntando a "desorganização", esta parte é difícil de disciplinar, não por dificuldades em dormir mas por ausência de rotina e horas fixas para me deitar e levantar. Tenho de gerir o meu tempo e também já não estava habituada a isto. E como se vê pelo meu discurso, é tudo sobre HÁBITOS! E o cérebro é um animal de hábitos!

- Praticar exercício físico - Obrigatório!!! O homem não foi feito para estar sentado mas para ir à caça! A mexer, para não comprometer as funções fisiológicas, entre as quais as cognitivas.

- Alimentação saudável - Veggies! Também aqui o desafio é enorme. Instabilidade, sobe e desce glicémico, corrida aos doces... Alimentação equilibrada, cérebro equilibrado! No doubt about it!

- Estabelecer e cumprir rotinas, inclusive na localização dos objectos. Regras, regras, regras! Será que é agora que vou começar a ser uma mulher organizada?

- Fazer uma coisa de cada vez!!! Focar! Esta é inevitável porque dá asneira quando salto esta parte e quero fazer tudo ou mais do que um pouco de cada vez!

- Pedir ajuda, para diminuir as distrações e não sobrecarregar o sistema mental;

- Apontar tudo, as dificuldades, os acontecimentos e as situações que dão origem às mesmas, tornar consciente estas ligações para poder identificar os stressores e as necessidades em situações futuras. Nada como nos conhecermos bem para podermos agir a nosso favor, tirando inclusive partido das dificuldades;

- Aceitar. Tentar contrariar, insistir e entrar em parafuso com as situações que criamos por tentarmos agir como sempre fizemos e não conseguirmos dar conta dos mesmos recados, da mesma forma, só nos faz entrar numa espiral de loucura, na qual já estamos, convenhamos. Aceitar retira-nos a variável ansiedade, permite-nos respirar, sentir e finalmente pensar... Para percebermos que afinal não estamos assim tão mal!

Estas dicas são úteis para todos! 

Agora uma nota para as pessoas que amorosamente me dizem que estou melhor do que elas... Vão ao médico ou reavaliem as vossas vidas porque estes sintomas revelam que alguma coisa se passa. Por que anda toda a gente esquecida e com dificuldades em atender e processar informações diversas, deixando escapar coisas importantes? 

Porque, meus amigos, andam todos com uma vida de loucos! Não páram, fazem mil coisas e nunca estão no momento presente - ou estão no que aconteceu antes ou no que têm de fazer a seguir! Assim, é difícil! Estamos nos tempos da hiperactividade cerebral e do déficit de atenção generalizado! É mais fácil dizer que os putos são hiperactivos! E os pais? Quantas tarefas realizam diariamente, quanto tempo dedicam ao descanso e às actividades de lazer, quando efectivamente PARAM? Não é da idade! Só não há é milagres, a não ser o próprio milagre de ainda estarem vivos!

Olhem a sorte de não me lembrar do que fiz ontem nem do que tenho de fazer amanhã: só posso estar aqui e agora! É a vantagem adaptativa do chemo-brain! E agora é aprender a tirar partido disso...

Take care!


(imagem do google)
















quinta-feira, 19 de junho de 2014


Quarta-feira, 18 de Junho de 2014

O dinheiro é um bicho de 7 cabeças. Está tudo bem, gostam muito de nós, os nossos projetos são fantásticos, mas quando chega a hora dos números, o cenário entristece-se e o bicho acorda. E tem 7 cabeças! Qual é o meu preço? É um preço que é sempre muito para os outros. E vai ser sempre assim. Querem-nos baratinhos ou de borla. Trabalho não me falta. Falta-me valor. E o valor começa no patamar que estabelecemos para nós próprios e que, a posteriori, transmitimos aos outros, o que nos compram. E agora está na moda o barato, os saldos, as borlas... Patrocinador do meu projeto de vida procura-se! 


Terça-feira, 17 de Junho de 2014

http://www.modusquantum.com/terapia-quantica.html

No domingo fui a uma consulta de Medicina Quântica. Para quem não sabe do que se trata, este site que encontrei no google dá-nos uma explicação simples e esclarecedora.

Cada elemento do nosso organismo possui uma frequência electromagnética. A terapia quântica é a leitura da frequência electromagnética do nosso corpo.

Este sofisticado sistema de biofeedback permite medir a radioatividade eletrofisiológica, analisando e equilibrando os fatores de stress, mesmo antes de eles se manifestarem fisicamente no nosso corpo.

Como acontece nos eletroencefalogramas, nos eletrocardiogramas ou nos eletromiogramas, que utilizam o registo da corrente elétrica para proceder ao diagnóstico, a terapia quântica, acedendo às leis da moderna Física Quântica, usa a energia infinitesimal do ADN para manter o equilíbrio da "máquina" psicobiológica, detetando e corrigindo os desequilíbrios do corpo e devolvendo-lhe a sua ressonância natural.

Tenho, nesta altura do campeonato, uma ideia bastante clara do que espero das ciências da saúde e dos profissionais de saúde. Não gosto muito de máquinas e preciso que aquilo que um médico me diz me faça sentido dentro da minha experiência, dos meus conhecimentos e do meu posicionamento em relação ao que me acontece. Na teoria, esta abordagem parece-me fascinante e, na prática, a máquina identificou alterações ao nível do sistema linfático e do sangue, que revelam níveis alterados, que acredito - e o médico quântico também - serem níveis de toxicidade elevada. Tudo certo para quem teve um cancro no sistema linfático/no sangue. A consulta foi útil para me relembrar de que tenho de continuar a tratar-me e a cuidar-me. Monócitos e eosinófilos continuam aos gritos. Por outro lado, o cérebro não apresentou alterações significativas, o que me leva a acreditar que os meus problemas cognitivos ou as limitações que sinto ao nível da atenção e da memória são resultado de um sangue ainda "intoxicado" e não de problemas cerebrais, o que também só interessa saber por factores psicológicos: ainda estou boa da cabeça! Recusei a medicação, preferi ficar com a informação de que devo "limpar" o sistema linfático e o fígado, same old story, desde 1998, quando tive a mononucleose.

Quanto à consulta, não gostei. Gosto que me expliquem, que me oiçam, que me conheçam e que me "empoderem". Não gosto de chegar, ligar-me a uma máquina, ouvir, dizer amén e sair. Mas gosto de ouvir perspectivas diferentes, sempre como perspectiva, mas nunca como informações absolutas sobre mim.

Segunda-feira, 16 de Junho de 2014




Hoje foi a estreia de Portugal no Mundial. E, como sempre, há uma sensação de repetição e de dejá vu cada vez que a nossa selecção joga. E porquê? Porque a nossa selecção é uma selecção de pessoas que nos representa e que traduz, dentro de quatro linhas, o inconsciente colectivo de toda uma nação. É uma selecção de pessoas que nos representa. Quando se espalham ao comprido, como aconteceu, sucede-se uma catadupa de reações de portugueses irritados, revoltados e desiludidos porque não conseguimos libertar-nos do padrão do "quase", dos aflitos, da crise - que até chegou ao marcador! - da desgraça e da saudade dos bons tempos, que moram sempre no passado. Corremos atrás do prejuízo, procuramos responsáveis, pomos a culpa nos outros... O Pêpe foi um palhaço e os outros uns coxos. Agora nós. Será que aceitamos as partes de nós que nos desiludem, os nossos falhanços, os momentos em que perdemos o controlo da situação e as situações em que sentimos que não temos pernas para andar? Como lidamos com isso? Procuramos culpados, responsabilizamo-nos? 

A mim também me irrita. A mim também me irritou! Sempre que vejo o síndrome de ser português naquelas coxas torneadas, nas bolas ao poste, nas intolerâncias à frustração, no comportamento dos adeptos que gritam aos 4 ventos que acreditam mas que, no fundinho, estão a pensar: "É sempre a mesma coisa!"... também me irrito porque sou portuguesa e também luto para me libertar da herança que me calhou. Não vale a pena dizer que somos os maiores e vamos ganhar, se pensamos que o CR7 não joga nada com a camisola de Portugal (por que será?) e que estamos condenados a sofrer sempre até à última, porque não merecemos menos do que isso, no que às dores diz respeito. A mim também me irrita porque me revejo como portuguesa. Quando mudamos o chip? Será que temos de mudar o chip ou aceitá-lo e usá-lo a nosso favor?

Somos assim. Sofredores, mas conquistadores, batalhadores. A culpa é de um tal de Afonso Henriques. A menos que o ADN mude, é assim. Acreditem na vossa capacidade individual de ultrapassarem os vossos desafios. Os nossos rapazes têm um desafio que é NOSSO às costas, o de nos superarmos. Go go go! We go!

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