quinta-feira, 5 de junho de 2014
Domingo, 1 de Junho de 2014
E foi fantástica a energia que se gerou pela reunião de tantas pessoas por uma causa! Fiquem com o feeling...
O flash mob juntou pessoas que não se conheciam e que não têm prática de dança por uma causa, a do cancro infanto-juvenil. Pessoalmente, adorei a moldura da Câmara Municipal de Cascais!
O início do flash mob pelos alunos Arte Move.
Um pé de dança na Baía de Cascais
Diferentes gerações unidas e divertidas por uma causa e num dia dedicado, não só à criança, mas também à família!
Uma visita muito especial destas meninas da família da Madalena, paciente do IPO, gira e bem disposta, que gostou muito do flash mob. É pelas Madalenas que isto tudo faz sentido!
Já nos conhecemos há tantos anos, mas foi o cancro que nos aproximou mais. Colega, parceira e amiga, Marisa Silva, mãe de 4, empresária, professora, bailarina, mulher e dona de casa... e linda e maravilhosa para o que der e vier! Uma inspiração!
A Marisa e a minha mãe
Com tia e mãe, manas sempre lindas e de coração aberto
A Marisa Silva da Arte Move, o João Vilaverde da Cascais On, parceira na divulgação deste evento, e eu, em representação da Associação Princesa Leonor - Aceita e Sorri.
Com a Rita, a minha BFF, que veio de Aveiro com várias mãozinhas de esperança
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Sábado, 31 de Maio de 2014
Dentro da Psicologia, sempre quis trabalhar na área da Psicossomática e esse desejo parte inevitavelmente da minha vivência. Tudo o que vivo emocionalmente tem repercussão directa no corpo, pelo que não consigo conceber a ideia de uma emoção sem uma manifestação física correspondente ou uma manifestação física sem um correspondente psicológico. Não se trata de causalidade, trata-se de processos que concorrem e que atestam que todos somos psicossomáticos, todos somos SOMA (corpo) e todos somos PSIQUE.
Área multidisciplinar que reúne medicina, psiquiatria, psicanálise e psicologia, bem como outras áreas do estudo do pensamento e do homem, como a filosofia, a literatura, o jornalismo e a sociologia... Reúnem-se pessoas para falar de pessoas e de várias perspectivas de ver a vida, a morte, a doença e a saúde.
Muito embora tenha identificado, nas revisões bibliográficas apresentadas, uma ausência na referência a autores ligados às psicoterapias corporais, acredito que estamos no bom caminho para uma integração dos conhecimentos originários de várias ciências, sendo que, como disse o Prof. Coimbra de Matos:
"só a dúvida e o pensamento divergente fazem ciência".
Minha colega e amiga, Sofia Câmara, e a sua mãe e pediatra do IPO, Dra. Maria José Ribeiro.
sábado, 31 de maio de 2014
Sexta-feira, 30 de Maio de 2014
Mais uma para o prejuízo da falta de juízo. Ultrapassei as 4 horas permitidas de estacionamento, na cidade universitária, ao lado da faculdade de farmácia. No meu tempo de estudante, ainda havia lugares de estacionamento gratuitos. Saudades do tempo em que a via era pública e em que éramos livres para circular. Agora tenho de sair de um congresso para ir pôr mais dois euros no parquímetro sob pena de pagar 96 eur. É mel!
Isto não é mobilidade!
O rapaz que pagou 96 eur antes de mim - atenção que as meninas tinham acabado de bloquear os carros não gastaram um tostão de gasolina para os desbloquear - ia para o Rock In Rio. 192 euros em dois minutos. "'Tá-se a rir?" "Só me posso rir!", respondeu-me ele.
Num campus universitário, não basta um envelope com a tarifa máxima diária, porque os estudantes estão cheios de guita. Bom, já tínhamos posto a tarifa máxima. Os estudantes têm de sair a meio das aulas para irem pôr mais moedas. "Quais são os critérios para a multa que aplicam?" "Não há critérios! Se for um fiscal, tem uma multa; se estivermos a passar ou nos destacarem para este local, é bloqueado."
Olhei para aquelas duas e pensei: "Obrigada por não ter este emprego, porque eu seria a pessoa mais infeliz do mundo se a minha vida fosse isto..." Mas infeliz ali só estava eu.
De quem é a rua afinal? Não devia ser dos munícipes?
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Perdi os óculos, não vejo. Perdi as chaves, não me encontro. Bati com o carro, não me oriento. Deixei as chaves dentro de casa, fico sem tecto. Vou ao supermercado, chego a casa sem as coisas todas. Faço contas ao prejuízo, mas maior é mesmo o défice do juízo.
Não há cancro que se atravesse numa vida sem marcar um antes e um depois. Um antes que se perde, um depois que se ganha. Mais difícil é quando nos perdemos durante, entre o antes e o depois. Não perdi quem sou, mas perdi quem era. Não perdi o que tenho, mas perdi o que tinha. Ainda hoje vou deixando partes minhas pelo caminho nessa busca do que era. Já era, Rita! Já era!
No processo de luto, continuo a lutar... Let it be, Rita! Let it be...
P.S. Quem encontrar as coisas minhas que vou perdendo diariamente, que monte um puzzle e entregue aqui no Bairro da Martinha. Um moço de recados também daria jeito porque eu não dou conta... do recado. Do que é que estávamos a falar mesmo?
Quarta-feira, 28 de Maio de 2014
Desafio
"Não é verdade que..."
Continue o texto, usando no máximo 400 palavras.
Não é verdade que gosto de
ti porque, se gostasse, não teria dúvidas de que é contigo que quero ficar,
muito menos certezas de tudo o que faz de ti o homem errado. Também não é
verdade que isto me preocupa porque, se me preocupasse, não procuraria em mim
as razões que fazem de ti a pessoa certa. Não dói. Mói. São lugares diferentes.
Qual água mole, eu quero ser dura. E o mais dura que consigo ser amolece-te
comigo. Às vezes. Poucas vezes.
Não é verdade que gosto de ti porque, se gostasse, gostava e
pronto. Não há pensamento que tenha lugar quando estou a gostar de estar
contigo. Os pensamentos saltam todos das gavetas e tenho de fugir de ti para me
querer reaproximar. Ou fugir para sempre.
Não é verdade que seja amor, mas pode ser ar-dor, se é que
me entendes. Nem sequer é verdade que precise de ti. Sou tão fingidora que
finjo a dor de estar longe de ti. Sou tão amadora que amo a dor de fazeres
parte de mim.
Será no entanto meia verdade a metade de ti que está comigo.
Aliás, há muitas meias verdades nisto porque nada é de facto mentira. Gosto um
bocadinho de ti, gostas um bocadinho de mim, gostamos um bocadinho disto e, daqui
a bocado, enfartamo-nos desta história. Mas há histórias assim, que falam a
verdade a mentir, que dizem a sua justiça a sorrir e que terminam como não começaram.
Sem problemas. Problemático.
Às vezes queremos que as coisas sejam o que simplesmente não
são. Às vezes até são mas temos medo que simplesmente sejam. Assim, as verdades
demoram a chegar porque entram numa corrida cheia de obstáculos, adversários e um
pódio onde nem sempre uma verdade chega. Ou chega tão tarde que parece mentira.
Não há pior verdade do que aquela que parece mentira. Não
acreditada, desprezada e menosprezada de tão desejada e ambicionada. Não digas
que gostas de mim porque é tudo o que quero ouvir. Não digas que me queres
porque é tudo o que quero sentir. Não posso com tudo se depois fico com nada.
Não posso com o nada disfarçado de tudo.
Por isso minto-te verdadeiramente. Não gosto de ti. Chega.
Não te chegues. Chega.
Não me chego. Chega.
Ai, chega-chega. Chega.
Título: Da agulha e do dedal
Terça-feira, 27 de Maio de 2014
Há projetos que aparecem à vista de todos quando já estão delineados, fechados e prontos a pôr em prática. Este é um projeto em construção, que vai ser o resultado deste ano de exposição, interação e transformação sob a observação e leitura de quem me acompanha. É um projeto que parte de mim e da minha experiência empírica, consolidada com conhecimentos teóricos. É um projeto de pessoa em relação consigo mesma, com o outro e com o mundo. É um projeto que procura a honestidade e que encontra todas as dúvidas e medos no caminho. É um projeto de loucura na vida diária traduzida em elementos criativos que me comunicam. É um projeto onde cabem outros projetos com que me identifique e relacione, porque, se unirmos os recursos, seremos muito mais do que um projeto de pessoa, para sermos um projeto de vida.



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