sábado, 26 de abril de 2014


Hoje o programa era fazer a aula gratuita de Yoga no Parque Marechal Carmona em Cascais. Com a chuva o programa foi outro, sempre com bom aproveitamento. A+.

 Do parque até ao Centro Cultural de Cascais, passando pelas exposições de Barros Malaguenhos, do Pedro Zamith e do artista grego Bakoros. 
No Parque Marechal Carmona 

No Centro Cultural de Cascais, exposição de Bakoros. Chamei a esta fotografia de Missing Piece. Não andamos nós à procura da peça que completa o puzzle das nossas vidas? 


Desarrumando o Centro Cultural de Cascais, para vos deixar uma mensagem!

sexta-feira, 25 de abril de 2014


Hoje é dia 25 de Abril, dia de celebrar a Liberdade e de a reafirmar, porque é claro que as conquistas que fazemos, tanto como colectivo como a nível individual, não são estanques. Ora agora sou livre e já ninguém me apanha. Não é bem assim, embora também seja assim - já não voltamos para trás. Fazemos as nossas conquistas e, de vez em quando, convém recordá-las e vincá-las porque sabemos que, outras tantas vezes em quando, somos testados e apanhados na curva. Há um grande caminho a percorrer no que há liberdade diz respeito. Conquistámos a liberdade de dizer, mas caminhamos para a liberdade de pensar, de ser e de sentir porque, ao fim ao cabo, fomos educados pelos fazedores da revolução e as nossas células ainda têm a memória do que é suposto, do que é a norma e de onde está o poder.

Fazendo a ponte para o cancro, porque nascem cancros como cogumelos, as células cancerosas são células revolucionárias, que atacam o sistema vigente e impõem a sua ordem pela desordem. Temos a revolução no sangue. Como vai o sistema responder ao ataque? Dará a desordem lugar a uma nova ordem? 

Deixo aqui a partilha que fiz com os meus amigos depois de ter decidido não fazer o transplante de medula óssea e os restantes tratamentos de quimioterapia que ainda me restavam. Que viva a liberdade de escolher!

 As escolhas que fazemos devem ser aceites sobretudo por nós, sem nos penalizarmos por sermos diferentes, antes dos outros entrarem na equação.

Não te penalizes por seres como és.
Se o meu protocolo de tratamentos teve de ser todo reajustado ou se as reacções que tive saíram da norma, quer apenas dizer que não sou protocolável e que não somos todos iguais, o que é fantástico. E é só isso.

Não se prendam ao que é suposto. Os nossos pais investiram muita da sua energia a ganhar o direito de não seguir a norma só porque sim. Eles abriram o caminho, mas nós temos de o continuar.



quinta-feira, 24 de abril de 2014


A vida ensina-nos muita coisa. A experiência. Mas, por mais que cresçamos, aprendamos e apliquemos os ensinamentos que retiramos dos desafios que se nos apresentam, há sempre um lado repetidor que se opõe ao criador. A resistência à mudança e a repetição de padrões menos saudáveis - porque menos adaptativos e porque trazem sofrimento - não trazem bons resultados. O padrão que me traz mais sofrimento e que me traz consequências nefastas é o de guardar para mim e não expressar/verbalizar emoções para não ferir susceptibilidades (a começar pelas minhas). Como dizia eu hoje, sai pior a emenda do que o soneto, porque as coisas vão sempre para algum lado. As coisas ou vão para dentro ou para fora. Para dentro, adoecemos. Para fora, há várias possibilidades, mas para fora no sítio errado pode ser igualmente perigoso. Maior desafio é aceitar, antes de mais nada, que é assim, que não somos perfeitos e que não controlamos tudo.


Pela fotografia parece que me bateram por trás, mas fui eu que bati ao fazer marcha-atrás.

A única coisa positiva da história de hoje é que estou de volta à estrada e às vicissitudes de voltar a conduzir a minha própria vida. E ninguém se magoou, apesar de eu ter deixado a dona do outro carro num estado de nervos ao qual a poderia ter poupado. Mas não andamos sozinhos na estrada...


Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

E hoje foi a transmissão televisiva da Gala da TV 7 Dias, em que participei com a Artemove, a convite dos Legacy, que foram dançar com as Cupcake e os X4U. Podem ver a animação nos bastidores neste vídeo (não apareço):



 Preparação da crew Artemove para o ensaio de palco, na 2a feira
Ensaios de palco no Salão Preto e Prata no Casino Estoril, ainda na 2a feira

Com a Inês Afflalo, bailarina Legacy e professora de Hip Hop na Artemove, ontem, no dia da Gala

O palco, antes do espectáculo começar

imagens da transmissão televisiva, hoje, em diferido, no canal Q

Terça-feira, 22 de Abril de 2014


Porque as emoções nos alteram e nos perturbam a capacidade de ouvir a intuição e a verdade que vem do coração. Porque o medo pode aparecer dentro e fora de nós (na voz dos outros que nos reflectem) e impedir-nos de sentir o que é melhor para nós. O que sentimos.

Os sentimentos estão ligados à mente, assim como as emoções. Acredito que a intuição esteja ligada às sensações, daí que me pareça que o corpo nos permita aproximar-nos mais de nós próprios, estejamos nós atentos às suas mensagens. Há sentir e sentir, coisas diferentes.

Na prática, decisões sérias devem ser tomadas com o devido afastamento, distanciamento e arrefecimento da dimensão emocional. Tomar decisões decorrentes de ansiedade, desespero, medo e afins não nos permite pensar, mas sobretudo, sentir - a sensação mais do que o sentimento. 

E como pode uma decisão séria ser baseada numa sensação? Pois não há-de ser. Mas, olhando para trás, para o início de cada processo decisório, podemos reconhecer um conjunto de sensações e sinais que talvez já nos mostrassem o caminho desde o início, porque a verdade já reside em nós e sempre lá esteve.

Se o coração faz "tum tum, tum tum", por que não pode vir a verdade sob a forma de som?



domingo, 20 de abril de 2014


E começo hoje aqui um novo bloco, onde vou destacar pensamentos e afirmações que escrevi durante o meu processo de doença, recuperação e cura, de forma a que também possam ser partilhados nas redes sociais por quem entender e assim o sentir.

A apresentação é da minha autoria, mas estou aberta a sugestões e parcerias, até porque, para mim, se trata apenas de mais um exercício criativo, porque não tenho qualquer formação em desenho, design gráfico ou fotografia. Gosto, no entanto, de brincar e criar.

E em dia de celebração da Ressureição... No Wikipédia, Ressurreição (em latimresurrectio, em gregoanastasis) significa literalmente "levantar; erguer". E este pensamento é para todas as pessoas que enfrentam novos começos nas suas vidas. 


Frase: 28 de Maio de 2013 (entre o 4º e o 5º ciclos de quimioterapia)
Pintura: 20 de Abril de 2014 (hoje, num contexto familiar e de celebração da Páscoa)
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