quinta-feira, 24 de abril de 2014

Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

E hoje foi a transmissão televisiva da Gala da TV 7 Dias, em que participei com a Artemove, a convite dos Legacy, que foram dançar com as Cupcake e os X4U. Podem ver a animação nos bastidores neste vídeo (não apareço):



 Preparação da crew Artemove para o ensaio de palco, na 2a feira
Ensaios de palco no Salão Preto e Prata no Casino Estoril, ainda na 2a feira

Com a Inês Afflalo, bailarina Legacy e professora de Hip Hop na Artemove, ontem, no dia da Gala

O palco, antes do espectáculo começar

imagens da transmissão televisiva, hoje, em diferido, no canal Q

Terça-feira, 22 de Abril de 2014


Porque as emoções nos alteram e nos perturbam a capacidade de ouvir a intuição e a verdade que vem do coração. Porque o medo pode aparecer dentro e fora de nós (na voz dos outros que nos reflectem) e impedir-nos de sentir o que é melhor para nós. O que sentimos.

Os sentimentos estão ligados à mente, assim como as emoções. Acredito que a intuição esteja ligada às sensações, daí que me pareça que o corpo nos permita aproximar-nos mais de nós próprios, estejamos nós atentos às suas mensagens. Há sentir e sentir, coisas diferentes.

Na prática, decisões sérias devem ser tomadas com o devido afastamento, distanciamento e arrefecimento da dimensão emocional. Tomar decisões decorrentes de ansiedade, desespero, medo e afins não nos permite pensar, mas sobretudo, sentir - a sensação mais do que o sentimento. 

E como pode uma decisão séria ser baseada numa sensação? Pois não há-de ser. Mas, olhando para trás, para o início de cada processo decisório, podemos reconhecer um conjunto de sensações e sinais que talvez já nos mostrassem o caminho desde o início, porque a verdade já reside em nós e sempre lá esteve.

Se o coração faz "tum tum, tum tum", por que não pode vir a verdade sob a forma de som?



domingo, 20 de abril de 2014


E começo hoje aqui um novo bloco, onde vou destacar pensamentos e afirmações que escrevi durante o meu processo de doença, recuperação e cura, de forma a que também possam ser partilhados nas redes sociais por quem entender e assim o sentir.

A apresentação é da minha autoria, mas estou aberta a sugestões e parcerias, até porque, para mim, se trata apenas de mais um exercício criativo, porque não tenho qualquer formação em desenho, design gráfico ou fotografia. Gosto, no entanto, de brincar e criar.

E em dia de celebração da Ressureição... No Wikipédia, Ressurreição (em latimresurrectio, em gregoanastasis) significa literalmente "levantar; erguer". E este pensamento é para todas as pessoas que enfrentam novos começos nas suas vidas. 


Frase: 28 de Maio de 2013 (entre o 4º e o 5º ciclos de quimioterapia)
Pintura: 20 de Abril de 2014 (hoje, num contexto familiar e de celebração da Páscoa)
E






sábado, 19 de abril de 2014


Bom, quando temos um cabelo novo, temos de o conhecer, construir todo um relacionamento com ele, perceber as suas manias, os seus defeitos e as suas potencialidades, se queremos chegar a um entendimento. Ainda mais quando a uma mutação genética chamada cancro se segue toda uma mudança capilar. Que cabelo é este, como é que isto se penteia? A situação fica mais desafiante quando não queremos cortar, porque, sem corte nenhum, temos de usar outros artifícios para criar penteados interessantes. 


1.

1.1. É assim que está o meu cabelo, uma fotografia comparável a algumas da minha mãe nos anos 80. Demodé portanto. Não é necessário pentear. O penteado está sempre feito mas podia pertencer a uma senhora septuagenária e reformada, acabada de tirar os seus rolos e de fazer a sua mise. Not me.

1.2. É este o meu look-tipo actual. Utilizo ganchos para fazer um apanhado, tirar o cabelo do pescoço e juntar os caracóis todos lá em cima, o que já me valeu a alcunha de "ovelhinha". Também uso fitas ou bandoletes para manter o cabelo "baixo". Imprescindível a espuma ou gel para definir os caracóis. Também vale usar lenços ou turbantes.

Tirei estas fotos pela ordem inversa, a segunda durante o dia e depois a primeira, antes de me deitar.


2. Tirando a primeira fotografia que tem uns anos, todas as outras são de 2012, em Cabo Verde. A número 5 foi tirada em Maio de 2012, no meu aniversário, e a número 2 foi tirada no mês em que adoeci, Novembro de 2012, por isso foi assim que entrei no IPO, antes da quimioterapia. Como podem ver o meu cabelo mudou e hoje está diferente: cor, forma, textura. Sempre tive alguma ondulação que variava com o clima e o temperamento, mas não era de raíz. Nunca tive caracóis cerrados. Sempre tive o cabelo castanho claro, mais escuro no inverno e mais claro no verão, mas nunca tão escuro. Dizem que, depois dos tratamentos, o cabelo fica mais frisado e que depois vai voltando ao normal. Veremos. Na verdade entre cabelo liso e caracóis, prefiro a segunda opção; divirto-me mais e tem mais a ver com a minha personalidade.

3. Esta sequência diz respeito à evolução do meu cabelo novo. A primeira foto foi tirada na minha primeira saída durante os tratamentos, em Fevereiro de 2013. A partir daí, são fotos da recuperação (acho que não precisam de me ver com o ar doente, mas também tenho comigo algumas fotos dessas com cara de bolacha e, do meu ponto de vista, bastante deformada). A fotografia do meio é a mais recente deste grupo, de Dezembro de 2013. Como podem ver, o cabelo começou a crescer clarinho, no Verão, para depois ficar castanho escuro. A fotografia número 5, a do canto inferior esquerdo, foi tirada em Agosto de 2013, mês em que o cabelo despontou, dois meses depois da última quimioterapia.

 4. Estas fotografias têm algumas semanas. Uma vez que o cabelo ainda cresce para cima e para os lados, tenho de usar fitas, preferencialmente postas ainda com o cabelo molhado e depois da espuma modeladora, para baixar o volume, combinando com brincos para um look-girly. (Eu prefiro não usar secador e deixar o cabelo secar "ao ar livre"; já usei secador, mas depois da fita colocada. Acontece-me muitas vezes lavar a cabeça à noite e, de manhã, pôr a espuma para moldar o cabelo seco e fazer o penteado.)




Não se assustem com o que vem a seguir...




5. Esta sequência foi feita hoje, 19 de Abril de 2014. E daqui voltamos para as duas primeiras fotografias deste post e à necessidade de encontrar soluções que não sejam a tesoura quando queremos voltar a ter o cabelo comprido. Utilizei a placa alisadora mas a verdade é que antigamente alisava o cabelo em três tempos, mas este agora é muito mais grosso, crespo, frisado e difícil de esticar. Percebi que já consigo fazer totós (ena!) e que posso recriar looks à la Dragon Ball com facilidade! (E que utilidade tem isso?, perguntam vocês...) É verdade que há dias em que queremos ter a nossa vida e o nosso cabelo de volta, mas há que manter a boa disposição e o espírito leve durante o processo.

Se é de loucos, sê louca!

(E, sem loucura, isto tudo não se aguentaria, acreditem...)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

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