domingo, 23 de fevereiro de 2014
Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014
Hoje foi noite de escrita e da primeira participação no Campeonato de escrita criativa. Não tenho autorização para partilhar, mas gostei do exercício. Independentemente do resultado e da pontuação, no meio da aflição de uma infecção urinária, escrever acalmou-me os pensamentos, os sentimentos e as sensações. Escrever é para mim curação. Os outros gostarem e se inspirarem é bonus track. Encontrem a actividade que vos permita encontrar-se com a vossa paz nos momentos em que a perdem de vista. Ela está lá. Só a perderam da vista.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Comecei o dia ainda inspirada mas termino-o com sintomas de infecção urinária. No último mês recomecei a trabalhar e a dançar e, no regresso à vida activa, já tive uma constipação, uma enxaqueca e agora uma infecção urinária. Porque não é justo que curação sejam só esperanças, corações e sucessos, é tempo de fazer o trabalho de casa e entender o que o corpo me está a querer dizer depois de 6 meses em estado de graça, durante os quais nenhum bicho me pegou. E o que é isso que o povo chama de vida activa e que quero eu alcançar?
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Hoje, para além de trabalhar e de 'namorar' com os meus alunos, fui namorar com a Dra. F. no IPO. Troquei a hora da consulta, cheguei 5 horas depois e foi o dia em que fiquei despachada mais depressa. Nada acontece por acaso. Fui na hora que devia ir. Tudo fluiu e as minhas análises estão "óptimas". É normal que ainda me ressinta dos efeitos da quimio, diz a médica, "por dois anos, e algumas coisas podem ficar para sempre". A forma como me fala hoje de números e estatísticas é um bocadinho diferente da forma como o fez em tempos. Números são números, eu sou uma pessoa. Números são relativos, eu sou absoluta, se me permitem. O que fica para sempre é a certeza de que a cura se constrói todos os dias, assim como amor, assim como a vida. Hoje namorei-me e espero continuar a namorar-me todos os dias. Até um presente me ofereci. Estou apaixonada pela ideia de viver. E o homem da minha vida há de estar já montado no seu lindo cavalo, a trote. Mas é capaz de não saber ao que vem. Ou ao que vai. Entre vais e vens, cá estamos. Para o que der e vier.





