sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


Um amuleto é um objecto que transportamos connosco acreditando que nos traz protecção contra influências negativas, má sorte, doenças... Se um amuleto traz consigo características naturais de protecção, um talismã já necessita de um ritual de consagração que lhe atribua essas mesmas características (dizem as minhas pesquisas no google). Quer isso dizer que, a partir de hoje, transporto este talismã comigo. Não só pela sorte que acredito que a pessoa que mo deu me pode trazer, como pelas palavras e pozinhos mágicos que a mesma proferiu, carregando este mickey de toda uma intenção e responsabilidade. Bichos maus que andam para aí a pôr as pessoas - e principalmente as crianças - doentes, ponham-se a pau, porque os vossos dias estão contados! Do alto dos seus 5 anos, a bruxinha falou e disse. E eu assinei por baixo.

Por que os rituais podem ser importantes? Um ritual ajuda-nos a materializar uma intenção, uma energia e um foco em determinada direcção. E a manter viva essa mesma intenção.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


Não sei qual destes dois intervenientes gosto mais, mas deixo aqui duas inspirações, uma pelo trabalho e outra pela naturalidade. Este é um vídeo de um ensaio nos estúdios da companhia de dança caboverdiana Raiz di Polon, na Praia, que fiz quando lá estive há dois meses. Quanto a mim, por cá, foi-se a constipação e voltei às aulas de dança.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


Dizem que quem espera desespera. Hoje digo que quem desespera espera. Há alguma mensagem subliminar na ansiedade a que o universo responde com situações que nos fazem esperar. E quanto menos queremos esperar e quanto mais depressa nos queremos despachar de uma situação, mais esperamos para não fugirmos ao confronto. O que acontece enquanto se espera? Temos tempo para reflectir, rever e reavaliar exactamente o que estamos a esperar, ainda que impacientes. E o tempo obriga-nos necessariamente a procurar a virtude da paciência. Se a descobrimos ou não, é outra coisa...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014



Quem passa por uma experiência transformadora tem a mania de que nada pode voltar a ser o mesmo e até é comum ouvir da parte dos outros, com uma pontinha de inveja na voz, que gozamos de uma iluminação e de um poder pessoal que não é para todos – para eles, portanto. Mas, quando a vida volta, volta o mesmo, velhos padrões, velhos medos, velhos sonhos, velhos egos, velhos inconscientes, velhos EUS. Qual é a diferença? A capacidade, a competência, a aptidão e a apetência de transformar. Se tenho a oportunidade de repetir, então que seja para fazer melhor no presente. Às vezes consegue-se, outras vezes não. No meu caso, o que muda com o avançar dos anos é sempre o nível de consciência de mim e, nesse sentido, não é preciso necessariamente um evento catastrófico para me fazer avançar. Mas dá-se efectiva e necessariamente um salto de gigante. O passo talvez seja proporcional à experiência.

sábado, 1 de fevereiro de 2014


Depois de um cancro, qualquer sintoma ou qualquer falha do sistema-corpo nos reporta para a condição de doente crónico-não-curado, com todo o manancial de crenças, medos e expectativas a serem accionados assim que a luz vermelha acende. O alarido chega a ser tão grande que nos esquecemos de que qualquer comum mortal tem as suas doencinhas e maleitazinhas de estimação. O “inhas” é mesmo de desdém. Pffff! Posso ter uma constipAçãozinha em paz? Não… Não há paz quando se está vivo, só mesmo a paz de estar vivo.

O ano curação é assim. Assume-se a cura como o amor pela vida mas, como qualquer amor, não é adquirido e tem de ser regado todos os dias. Se me descuro, o corpo volta a entrar em alerta. Tenho descurado alimentação e horas de sono reparador, em prol de muita acção nos entretantos, mas rapidamente chega o alerta para não perder a base. Não descurar no ano da cura. A mensagem para vocês é não descurar os sinais e os limites. Take care

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