quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Bom, esteja eu no relax ou na corrida contra o tempo - os dois cenários têm a minha cara - estes são dias de curAção vivencial. O lugar dos sentidos. Porque a vida faz sentido e os sentidos desenham-nos a vida. Embora hiper-agindo não tenha tempo de sentir em particular, sinto-me em missão de uma forma geral, a de curAgir, o neologismo que se refere a uma ação, interação ou intra-ação no sentido da cura. Menos bla's e saquetas por aqui e uma pitadinha de curAgem por ali!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Este ano celebrámos o meu aniversário e o da minha mãe de forma especial, com toda a alegria de quem festeja a vida e ainda nos termos uns aos outros, ainda que ou sobretudo pelas paredes que se desmoronam. Hoje é o dia do pai. Não há a festa em reunião familiar, porque estou longe, mas celebro a sua curAção também, que também faz parte da minha. 61 anos! Parabéns! E o caminho continua...
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Regressar ao local do crime – disse ela – é quase
como fazer uma reconstituição do mesmo. O mesmo cenário, os mesmos intervenientes,
eu no cerne da questão. Qual vai ser a resposta? Para já posso dizer que em
termos de saúde a minha resposta imediata foi idêntica à da primeira vez: dores
de garganta – tcheu – e constipação. Assim passei todo o ano anterior ao
internamento e assim estou de novo. Alergia a esta terra. Agora revisito os
locais, reescrevo a história e devolvo à terra e ao mar tudo o que daqui levei.
Aqui pertence.
Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

almoço no Kebra Cabana no dia 5, com António, Sílvia e Pedro, três amigos portugueses
Dia 8 (noite)
Kebra Cabana, convívio com amigos
Espaço Kappa, com Alazaís e Tânia
No Kappa, com Tânia, André, Da Rosa e Alazaís
Dia 9
Pequeno-almoço no "Pão Quente", com ex-chefe, sociólogo e amigo Iacopo
Almoço na casa da amiga e ex-vizinha Lany Mandinga, com esta vista fantástica
Battle de Hip Hop All Styles, onde fui jurí (organização KDM) e onde o Benilson foi vencedor

Com a Sónia (ex-aluna), que me visitou uma vez no IPO
Dudu no grafitti
Reencontro com ex-KDM's, Hélio e Berty
Concerto Boy G Mendes, no Quintal da Música, com as meninas
Fomos ao Kappa, na Praia, e depois à Assomada, cidade no interior de Santiago, onde estava a decorrer o Festival de Sta.Catarina, mas ficámos pouco tempo porque estava friiiiiiio. Não vimos a actuação do artista do funaná Zé Espanhol! De regresso à Praia, ainda passámos pela disco Cockpit, mas não ficámos.
Dia 10
Ester, filha da Stefania e do João
Reunião com Presidente da CMP, de camisola verde, nas instalações do Pilorinhu na AGF com vista a protocolo para reconhecimento e requalificação daquele espaço, onde Projecto Simenti e Korrenti Ativista continuam a intervir
Grupo de Percussão, onde estão alguns dos jovens com quem trabalhei no grupo de dança SP
Kevin, jovem artesão
Stefania apresenta mini-concerto de Hélio Batalha, no terraço do Pilorinhu
Assistindo ao concerto do cantor de hip hop, Hélio Batalha
lanche com alguns membros - actuais e antigos - KDM, companhia de danças urbanas
domingo, 24 de novembro de 2013
Esta secção é inspirada no projecto, mas em particular no livro Cancro com Humor da associação homónima. Vou utilizar alguns excertos dos textos da Marine Antunes como ponto de partida, porque entendo o seu "humor" como mediador criativo e re-criador da sua história e por isso, também, curAção.
Os quatro continuavam a olhar para mim. Percebi que o meu internamento era coisa séria mas não dei grande importância ao caso. A minha mãe, guerreira e lutadora, nunca iria permitir que algo me acontecesse e o meu pai, humano tão bondoso e generoso, sofreria por nós dois. As minhas irmãs, despachadas e divertidas, tratariam de transformar a minha doença numa grande festa e eu, feliz e com mau feitio, não admitiria que me matassem antes de publicar o meu primeiro livro. Estava, portanto, tudo organizado.
A importância de ter tudo organizado. Ter um plano, mesmo que não seja a um nível completamente consciente, condiciona a evolução dos nossos acontecimentos, de tal forma que pode abrir ou fechar possibilidades de acordo com a organização desse mesmo plano. Podemos falar de vários níveis de planos, do micro ao macro, do particular ao universal, e podemos até assumir – de acordo com as crenças de cada um - que já existe um plano para nós à partida e que isso não é incompatível com o facto de sermos condutores do nosso próprio destino nas escolhas que fazemos todos os dias – muito pelo contrário.
Seja um plano espiritual, de alma, um plano profissional, um plano familiar, um plano de vida ou apenas um conjunto de objectivos que queremos concretizar, se nos responsabilizarmos sempre pelos nossos planos, é mais fácil assumir o comando e conduzir-nos para onde efectivamente queremos ir, pelo menos em linhas gerais se não temos as particulares.
Mas é importante dar protagonismo ao plano e não aos eventos que se atravessam pelo caminho e que nos podem desviar do mesmo – não farão esses eventos parte do grande plano? Aceitar os eventos como parte do plano, que escolhemos consciente ou inconscientemente, e não como rasteiras que nos vêm condenar e estragar os planos, permite-nos ser livres na forma como vivemos esses mesmos eventos e traçamos novos planos. Um evento-destruidor de planos aprisiona-nos e não nos permite continuar o caminho. Um evento-planeado, mesmo que não o tenhamos encomendado – quem é que pede um cancro, a morte ou a dor no sapatinho? – é um evento integrado no plano maior (mais amplo) da vida dos seus protagonistas. E, se faz parte, está tudo certo. Sim, o papel principal é me-e-eu-e-eu-e-eu-eu e não o que me acontece. Por isso, integrAção. Plano integrado no plano. Não são as minhas células dissidentes e aparentemente descontroladas portadoras de uma informação extremamente valiosa para mim, ou sobre mim e o meu plano? “Estava, portanto, tudo organizado.”
P.S. Se o teu plano te prende e não te liberta, é um plano de m….! (É a minha opinião. Vale o que vale.)
Dos (muitos) Planos
Os quatro continuavam a olhar para mim. Percebi que o meu internamento era coisa séria mas não dei grande importância ao caso. A minha mãe, guerreira e lutadora, nunca iria permitir que algo me acontecesse e o meu pai, humano tão bondoso e generoso, sofreria por nós dois. As minhas irmãs, despachadas e divertidas, tratariam de transformar a minha doença numa grande festa e eu, feliz e com mau feitio, não admitiria que me matassem antes de publicar o meu primeiro livro. Estava, portanto, tudo organizado.
A importância de ter tudo organizado. Ter um plano, mesmo que não seja a um nível completamente consciente, condiciona a evolução dos nossos acontecimentos, de tal forma que pode abrir ou fechar possibilidades de acordo com a organização desse mesmo plano. Podemos falar de vários níveis de planos, do micro ao macro, do particular ao universal, e podemos até assumir – de acordo com as crenças de cada um - que já existe um plano para nós à partida e que isso não é incompatível com o facto de sermos condutores do nosso próprio destino nas escolhas que fazemos todos os dias – muito pelo contrário.
Seja um plano espiritual, de alma, um plano profissional, um plano familiar, um plano de vida ou apenas um conjunto de objectivos que queremos concretizar, se nos responsabilizarmos sempre pelos nossos planos, é mais fácil assumir o comando e conduzir-nos para onde efectivamente queremos ir, pelo menos em linhas gerais se não temos as particulares.
Mas é importante dar protagonismo ao plano e não aos eventos que se atravessam pelo caminho e que nos podem desviar do mesmo – não farão esses eventos parte do grande plano? Aceitar os eventos como parte do plano, que escolhemos consciente ou inconscientemente, e não como rasteiras que nos vêm condenar e estragar os planos, permite-nos ser livres na forma como vivemos esses mesmos eventos e traçamos novos planos. Um evento-destruidor de planos aprisiona-nos e não nos permite continuar o caminho. Um evento-planeado, mesmo que não o tenhamos encomendado – quem é que pede um cancro, a morte ou a dor no sapatinho? – é um evento integrado no plano maior (mais amplo) da vida dos seus protagonistas. E, se faz parte, está tudo certo. Sim, o papel principal é me-e-eu-e-eu-e-eu-eu e não o que me acontece. Por isso, integrAção. Plano integrado no plano. Não são as minhas células dissidentes e aparentemente descontroladas portadoras de uma informação extremamente valiosa para mim, ou sobre mim e o meu plano? “Estava, portanto, tudo organizado.”
P.S. Se o teu plano te prende e não te liberta, é um plano de m….! (É a minha opinião. Vale o que vale.)




















